Porto Seguro parte 1 – a viagem

Viagem

Oi minha gente! Tudo bom nesse novo ano? Comigo está tudo muito bem, e vambora viver uma das resoluções de 2015: blogar!

Conforme prometi, vou compartilhar minha viagem pra Bahia no começo de dezembro. O And, meu namorado, ajudou a elaborar esse texto e foi guia e fotógrafo oficial da viagem.

Em novembro, meus pais completaram 25 anos de casados. Para comemorar, decidimos fazer uma viagem em família. O And já tinha visitado Porto Seguro em 2013, e juntando a beleza do lugar e o custo-benê de passagem e hospedagem, esse foi o destino escolhido. Infelizmente, minha irmã estava em época de provas justamente quando nossos pais tirariam férias, e não pode ir conosco 🙁 Mas o lugar é maravilhoso e com certeza vamos voltar lá, dessa vez com a Carolzinha <3

 

Hospedagem

A ideia inicial era comprar as passagens e fechar o hotel separado, mas acabamos encontrando um pacote da Azul Viagens com aéreo e hospedagem que compensou bastante. O hotel escolhido foi o Portobacana, na Avenida dos Navegantes. Consideramos bom em relação ao preço e ótimo na localização, perto do centro, restaurantes, Passarela do Álcool (que o point noturno), aeroporto e centro histórico. Por essa proximidade, não ficamos com o serviço de translado oferecido no pacote (o que deu um desconto muito bom no valor total).

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Transporte

Na viagem anterior, o And se virou de ônibus, e era essa nossa ideia, mas como estávamos em 4, compensava usar táxi, o valor da corrida muitas vezes ficava mais barato que 4 passagens no circular. Nossa primeira experiência foi no aeroporto, com um taxista v1d4 l0k4, mas logo conhecemos o Vagner, que mudou completamente a imagem da classe. Muito simpático e com ótimas dicas, fomos com ele para Coroa Vermelha, Praia dos Espelhos e Trancoso. Dá pra agendar translado e passeios com ele pelo Face ou blog.

Também tem a balsa Porto Seguro – Arraial D’Ajuda, que são separadas por um rio. Você só paga a ida, o valor é de R$3,00 por pessoa. Cogitamos alugar um carro, mas pela nossa quantidade de dias e a limitação de não poder fazer o passeio que mais queríamos com ele (Praia dos Espelhos, uma longa estrada de terra) acabo não rolando. Ainda assim, essa é uma possibilidade, mas lembre-se de procurar uma locadora logo no primeiro dia.

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Travessia da balsa para Arraial D’Ajuda.

 

Passeios

Pra começar, um choque: Porto Seguro não tem praia! O mar em Porto quebra em um paredão de pedra, para banho você precisa ir a uma das cidades ou distritos vizinhos. Por causa disso, muita gente se hospeda nos vizinhos, mas Porto Seguro é maior, portanto as facilidades estão lá. Reforço a vantagem de ficar em um hotel no centro, dá para encontrar mais opções de lugares para comer, mercado, farmácia, banco e muitas outras coisas. Ainda na cidade, você consegue fazer passeios legais:

Centro Histórico

Um passeio free (se você não contratar um guia) para conhecer a primeira igreja e prisão do Brasil, as casinhas coloridas onde os colonos moraram e uma vista maravilhosa. Também tem uma roda de capoeira, mas já tinha fechado quando chegamos. Se atente ao horário: 16h30 as lojinhas, igreja e prisão já estão fechadas, e a baiana do acarajé foi embora. Ainda assim, fizemos um piquenique na frente da igreja e ficamos por um bom tempo curtindo a paisagem e a brisa fresquinha.

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Primeiras igreja e cadeia do Brasil.

Passarela do Descobrimento – Passarela Álcool

Feirinha beeem grande, lá você encontra de tudo. Além das banquinhas, as lojas também ficam abertas, e tem muita opção para comer por lá. Outra coisa famosa é o Capeta, drink doce que leva guaraná, lembra um pouco amarula. Muitas barraquinhas vendem exclusivamente bebidas, por isso o nome de Passarela do Álcool. Recomendo a Barraca Sem Nome, de um casal goiano muito simpático.

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Capeta (guaraná, leite condensado, canela e vodka) e Beijo na Boca (morango com espumante) na Passarela do Álcool

Também vale uma menção para o Píer Municipal, na orla. Passamos um bom tempo lá esperando a lua nascer para registrar essa foto linda.

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Compras

Não trouxe quase nada, mas sou boa miga e vou dar dicas de compras pra vocês 🙂
Comprei um arquinho e um par de brincos de capim-dourado em uma barraquinha da Passarela. É artesanal e uma graça. Castanhas, pimentas e chocolates artesanais são uma boa sugestão de lembrança, traga pelo menos para você. Artigos indígenas são mais baratos em Coroa Vermelha. Atenção migas: não precisa levar biquine pra lá, tem muitas lojinhas pra você montar o seu por R$50,00! Também tem saída de praia, canga, vestidinho e sandália de couro. O chocolate nós compramos de um moço no Quadrado, em Trancoso, e as outras coisas na Passarela.

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Alimentação

Achamos um supermercado pertinho e garantimos a água e lanchinhos para levar nos passeios e beliscar no hotel. Sobre os restaurantes, eu dividiria em 2 categorias: os mais finos, e os tem tudo. Pra viagem ser custo-benê, fomos nos tem tudo. E é tudo mesmo: pizza, moqueca, prato executivo, caldo, lanche, frutos do mar… fica difícil escolher. Eles são bem parecidos e com um preço bom. Também encontramos uma temakeria boa na Passarela, mas não me recordo do nome 🙁 Pra quem ficou interessado, ele fica perto da igreja. A recomendação de sobremesa é a Sorveteria Coelhinho, com uma massa italiana artesanal. Tem um coelho que fica pedalando na fachada, e você encontra na Passarela e Porto Plaza Shopping, em Porto Seguro, e na Rua do Mucugê e no Eco Park em Arraial.

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Acarajé
O acarajé é um assunto delicado, e foi minha decepção. Pra vocês entenderem, o nosso combinado era provar esse clássico da Bahia no Centro Histórico, no nosso terceiro dia, mas no ainda no segundo, na praia do Mucugê, confiamos em uma barraca e decidimos experimentar por ali mesmo. Comi só metade, não gostei e em umas 4h, voltando pro hotel, passei muito mal. Tinha alguma coisa muito errada naquele acarajé, e isso atrapalhou um pouco a viagem, pois tivemos que seguir em um ritmo mais lento. Mas isso não acontece com todo mundo, entre quatro pessoas só aconteceu comigo, então é só tomar alguns cuidados quando você quiser experimentar um acarajé. Não coma o bolinho que já está frito, peça para a baiana fritar na hora, e pergunte se é feito só no dendê. Alguns lugares colocam mais óleo de soja que dendê, já que a turistada não é acostumada com esse azeite. Também fique de olho na pimenta, que além de ser muito forte, nem sempre fica conservada em local adequado. Observando tudo isso, vá sem medo 🙂

 

Considerações Finais

O acarajé do mal foi minha única experiência ruim nesses 6 dias. O lugar é encantador, dá vontade de morar lá. Além de tudo que falei acima, ainda existem outros passeios que nós não fizemos, como museus, mergulho nos recifes, baladas e parque aquático. Não fomos nas grandes barracas de praia (ToaToa, Barramares e Axé Moi), até porque não é a nossa vibe, e não contratamos nenhum guia de turismo. Antes de viajar, eu pesquisei muito e elaborei um roteiro ainda em casa, além disso o And já conhecia a cidade, então não sentimos necessidade de alguém para guiar os passeios.

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Orla de Porto Seguro. No fundo, o Píer Municipal.

Esse post acabou ficando muito grande, então vou falar das outras cidades e distritos que visitamos – Santa Cruz de Cabrália, Arraial D’ajuda e Trancoso em outras postagens, ok?

Espero que tenham gostado e me desculpem pelo post muito longo, é a primeira vez que escrevo sobre viagem e queria deixar tudo bem explicadinho. Por favor, me digam o que acharam nos comentários 🙂

Sobre Jéssica Ambrósio

Publicitária, bailarina e cacheada. Adoro escrever e estou descobrindo as delícias de viajar. Tudo no custo-benê, claro.

Comments

  1. Responder
    Porto Seguro parte 3 – Arraial D’Ajuda, Praia dos Espelhos e Trancoso | Vai Menina

    […] mundo, fique por aqui! Se você não viu a parte 1, sobre Porto Seguro e informações mais gerais, clique aqui, e se perdeu a parte 2, sobre Cabrália e o Centro Histórico de Porto Seguro, clique aqui. Sem […]

  2. Responder
    TAG: 15 Coisas legais que aconteceram em 2015 - Resumão do Ano - Vai Menina

    […] com minha irmã Se em 2014 eu fui pra São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Seguro, em 2015 só sai da cidade para viagens bate-e-volta. A primeira foi para Marília, com minha […]

  3. Responder
    karinasouza

    haha, fiquei com vontade de ir na sorveteria do coelhinho!
    Que chato que você passou mal :/ nunca comi acarajé, então quando for pra lá (sim, graças a você e esse post cheio de fotos maravilhosas) vou seguir as suas dicas ♥

    http://www.karinasouza.com

    1. Responder
      Jéssica Ambrósio

      Vai sim, vale a pena! A experiência com o acarajé foi ruim, mas não tirou o brilho da viagem. Na verdade, acho que não tem como pegar trauma de um lugar tão lindo 🙂

      Obrigada pelo comentário Karina, beijão!

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